
Tem algo sobre os seus olhos,
Que dificilmente consigo enxergar o que querem dizer.
Sua voz transmite o que busco,
Suas mãos são capazes de distorcer, modificando o meu querer.
Duvidoso sentimento do qual menos quero...
Mais quero pra mim.
Pensamentos tão longe, que teimo em querer perto dos meus.
Decifrar o vermelho mais profundo, que bombeia o teu ar,
Seria talvez o que mais precisava, menos precisava,
Para que os desejos não se transformassem em mar,
Percorrendo os caminhos dos meus olhos,
Que insistem em te ver.
Mesmo que o mar venha, ocupe todo o espaço,
E deságüe no vermelho mais profundo, que bombei
a o meu ar,
Eu ainda insisto.
Que seja incidência, pra mim é o instinto, aquele que não quero mudar.
O sentido certo de cada palavra, minha, sua,
Se distorce naquele algo que encobre,
O que de mais precioso, porém não fundamentais,
Olhos, que negam o simples, e mostram o complicado,
Que não entendo, não entendo, não entendo...
Mas quero, quero, acredito ainda querer.
Me banhe com teu mar sincero, ou não banhe...
Quero tuas ondas, pra poder te descobrir.
Mas as que me rasguem em dor, você leve-as,
Para o teu mar.
Ou se tuas palavras se mostram fiéis,
Não queira ondas que nos venha a ferir.
Sou tua se me fazer querer ser.
Tu és meu, se minha vontade bastar.
